Carlos Serrão

as minhas notas e página pessoal…

Bom e mau exemplo nacional

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Deparei-me hoje com uma notícia no jornal “i” que me despertou a atenção. Noticiava o trabalho de um cientista português que havia desenvolvido uma nova técnica de encriptação que servia para cifrar mensagens no meio do caos. Bruno Romeira, um investigador da Universidade do Algarve, descobriu como tirar partido do caos para codificar dados na fibra óptica, o que lhe valeu um prémio de 12500 euros da Fundação Calouste Gulbenkian para o ajudar a construir o protótipo. Sem dúvida um excelente exemplo de como existem bons cérebros em Portugal a trabalhar na área da segurança de informação.

Por outro lado não poderia deixar passar em claro o menos bom trabalho jornalístico deste artigo. Se por um lado dizem:

Se um hacker quiser decifrar a mensagem secreta, terá de sincronizar emissor e receptor, já que neste sistema não há código–chave.

por outro, dizem precisamente o contrário:

A mensagem está dentro do ruído. E é indecifrável.

Mas em que é que ficamos…? É indecifrável ou não é? Eu sei que é extremamente complexo (para não dizer quase impossível) conseguir sincronizar o emissor e receptor da mensagem (para um atacante), mas isso não fica claro no artigo…

Parabéns ao Bruno Romeira. Mau trabalho no artigo do i.

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