Carlos Serrão

as minhas notas e página pessoal…

10 principais técnicas de hacking da Web

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Jeremiah Grossman é o fundador e o CTO da WhiteHat Security, uma empresa responsável por fazer avaliações de risco em sites web e na identificação e correcção de vulnerabilidades nos mesmos. No seu blog, Jeremiah apresentou recentemente dois posts (aqui e aqui) que resumem claramente a actividade em termos de segurança de informação das passadas duas semanas.

Para além desses dois excelentes resumos, o que me despertou mais a atenção no blog do Jeremiah foi a sua listagem que descreve as 10 principais técnicas de hacking da Web – através de apresentações ou de artigos. Tomei a liberdade de reproduzir essa mesma listagem aqui, em português:

  1. Criação de certificado forjado de CA: uma vulnerabilidade encontrada na actual infra-estrutura de PKI que permite forjar um certificado de uma CA, e com isso gerar certificados digitais forjados para uma série de sites, com o intuito de emitar outros legítimos. Este ataque/vulnerabilidade baseia-se numa fraqueza encontrada na função de hash MD5;
  2. Poluição de parâmetros HTTP (HPP): este tipo de ataques ocorrem com a possibilidade de ultrapassar ou injectar parâmetros HTTPS POST/GET através da injecção de delimitadores de cadeias de caracteres. Esta vulnerabilidade pode ser usada para ataques do lado do cliente ou do servidor;
  3. Vulnerabilidade da API do Flickr que permite forjar assinaturas (ataque à extensão MD5): uma vulnerabilidade encontrada na API do Flickr com a chave que permite gerar as assinaturas necessárias para a autenticação das aplicações externas que usam a API do Flickr. Esta vulnerabilidade permite que um utilizador possa gerar assinaturas válidas sem conhecer a parte secreta de uma chave;
  4. Pesquisa intra-domínios temporizada: um ataque de timing (de temporização) é um ataque em que um atacante tenta comprometer um sistema analisando o tempo que demorar uma determinada operação a ser realizada;
  5. DoS HTTP Slowloris: o Slowloris é um ataque de DoS HTTP que se aproveita do facto de que é possível manter uma sessão HTTP aberta indefinidamente e de se poder repetir esse mesmo processo por diversas vezes;
  6. Vulnerabilidade 0-day no parsing de ficheiros do IIS: esta vulnerabilidade surge(ia) pelo facto do ISS executar código ignorando a interpretação de um ‘;’. Por exemplo o script “malicioso.asp;.jpg” seria executado (o ASP) uma vez que o IIS ignorava o ‘;’ e considerava o ficheiro como sendo uma imagem JPEG;
  7. Explotar XSS inexplorado: mais um conjunto métodos para explorar vulnerabilidades do tipo XSS;
  8. Os filtros XSS favoritos e como atacá-los
  9. Problemas de segurança na cache RFC1918: explorar os mecanismos de mapeamento de cache desse mapeamento na Internet, em especial nos endereços IP não-públicos que são passíveis de “routear”;
  10. Rebinding to DNS: este tipo está divido em três partes distintas, cookies persistentes, scraping e spamming e fixação de sessões.

Enfim, parece-me uma leitura de fim de semana interessante!!!

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