Carlos Serrão

as minhas notas e página pessoal…

Bye bye Correia de Campos

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Pois é… Portugal ficou ontem pouco surpreendido com a remodelação ministerial operada pelo nosso Primeiro Ministro (PM). O que eu mais gosto na política são estas expressões “pomposas” que na verdade pouco querem dizer…

Fazer uma “remodelação ministerial” é uma espécie de “chicotada psicológica” tal como no futebol. Ou seja, se a equipa não rende, se os resultados não aparecem (as vitórias, claro está), quem se lixa é o mexilhão, ou seja o treinador. O treinador vai para a rua, vem um novo, e fica logo tudo bem… ou será que não?

Esta “chicotada” de ontem do PM, atingiu o Ministro da Saúde, Correia de Campos. De facto, este ministro tinha vindo a desgastar-se ao longo do tempo, e não resistiu ao mar de críticas e de acusações de fazer cortes “cegos” na saúde, sem olhar às necessidades mais básicas das populações. O “caso INEM” pode ter sido a “gota de água”. Virá agora uma nova ministra, é certo. Uma nova cara, um novo estilo, mas a política continuará a ser a mesma, certamente.

Eu acho que o cargo de Ministro da Saúde, seja de que governo for, seja de que partido for, é sempre um cargo para “queimar”. É um ministério extremamente difícil, e raros (muito raros) são os casos de ministros da saúde que se aguentam no cargo uma legislatura completa. São quase sempre os alvos preferidos da “chicotada”.

O que parece que os nossos governos não perceberam ainda é que o pessoal até nem se importa de pagar impostos, mas quer ver esses mesmos impostos aplicados na satisfação das suas necessidades básicas. A saúde é uma delas. É certo que o aperto orçamental obriga a fazer alguns cortes… mas convenhamos senhores, já estamos a cortar há tanto tempo, que já deixamos de cortar as “gorduras” e passamos a amputar os nossos próprios membros.

Parece-me que esta política de “cortar primeiro” e ver no que dá, é o mais incorrecta possível. Fechar Centros de Saúde e Urgências, para cortar nos custos, sem precaver alternativas credíveis e viáveis, que estejam ao serviço de toda a população, é um erro tremendo.

Espero com sinceridade que a nova Ministra, a quem desejo a maior das felicidades, tenha uma abordagem completamente diferente da Saúde e deste problema em concreto, e que tome as medidas necessárias, para dotar este país de uma Saúde mais eficiente e próxima dos seus cidadãos.

Esta é a minha esperança mas, no fundo, não sei se as verdadeiras intenções do nosso PM, não foram as de apenas efectuar uma mera operação de cosmética no seu executivo, já a pensar nas próximas eleições. Se assim foi (e espero que não), lamento que mais uma vez, os nossos governos não governem ao serviço dos interesses do país, mas sim em função dos seus próprios interesses.

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