Carlos Serrão

as minhas notas e página pessoal…

Todos nós podemos partilhar o prémio Nobel!!!

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Como sabem, o prémio Nobel da Paz de 2007 foi atribuído em conjunto a Al Gore e ao IPCC (representado pelo seu presidente, Rajendra Pachauri), pelo seu trabalho na defesa do meio ambiente.
A CNN fez hoje um programa especial com ambos, de duração de uma hora, com uma entrevista muito interessante a ambos.

Al Gore, antigo vice-Presidente da administração Clinton, e candidato derrotado nas eleições presidenciais nos EUA, naquelas que talvez sejam as mais polémicas eleições de sempre, tem estado recentemente ligado a uma intensa actividade de protecção do meio ambiente, dando conferências em todo o mundo sobre o problema do aquecimento global e mudanças climáticas, e pelo seu filme “Uma verdade inconveniente“.

Rajendra Pachauri, é o actual presidente do IPCC (Intergovernamental Panel on Climate Change), que foi estabelecido pelo World Meteorological Organization and United Nations Environment Program em 1998. Nesta qualidade, Rajendra lidera uma equipa de cientistas de várias nações, que estudam as alterações climáticas no nosso planeta.

Foi de facto uma entrevista muito interessante, claramente dominada pelo vedetismo mais saliente de Al Gore, que é acima de tudo um excelente comunicator. Al Gore aproveitou para espetar uma farpa aqui e ali na actual administração americana, e afirmou categoricamente que não aceitaria qualquer cargo na futura administração, caso os democratas vençam as próximas presidenciais.

Aproveitou para afirmar, que quando voltar à vida política activa, será como candidato a presidente dos EUA e não como mero acessor. Houve uma imensa ovação na sala de Oslo, e percebe-se claramente a empatia que tem com o público.
Mas o que me ficou gravado na memória, foi a frase final do pivot da CNN, que em minha opinião não poderia ter sido mais apropriada. Pela primeira vez, na história do prémio Nobel, apesar do mesmo ter sido atribuído a título individual, é como se o mesmo tivesso sido atribuído a todos nós. Isto porque o que está em causa é o futuro de todos, e todos temos um papel importante na defesa deste mesmo futuro.

E nem mais… todos nós temos um papel decisivo na defesa do nosso futuro. Está na hora de actuar. Os pequenos gestos do nosso dia a dia podem começar a marcar a diferença.

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