Carlos Serrão

as minhas notas e página pessoal…

Tema do mês ainda mexe… futuro dos SOs

| 3 Comments

O tema do mês passado no PlanetGeek ainda mexe. Inclusive, o Mário Valente do ITIJ, escreveu sobre o mesmo no seu blog. Confesso-vos que ponderei escrever este post ou não, mas como o MV não oferece a possibilidade de comentar no seu blog, optei mesmo por escrever (ou comentar) o post dele aqui, assim como acrescentar mais alguns “bitaites” ao meu post anterior sobre o assunto.

E o que é que me levou a comentar o mesmo aqui? Simplesmente o facto que o MV acha que ninguém, disse nada de relevante, ao contrário dele que escreveu umas ideias manifestamente “original” e “forward thinking”, como ele próprio diz.

[…] PlanetGeek’s theme of the month is the future of operating systems and I havent read a single coeherent post that threw in some original and forward thinking insights […]

Aqui ele resolve fazer uma espécie de “tábua rasa” e dizer que ninguém escreveu nada de jeito… o que até admito, pois não é fácil fazer futurologia, especialmente na área das TI… mas continua:

[…] As such, not having too much time to write an extensive post (maybe later someday), here are some admitedly “original” and “forward thinking” topics regarding the issue […]

Ah boa, venham de lá essas ideias “originais”, “muito à frente” e que ninguém no PG falou delas…

[…] – a future OS will have to be able to deal with wireless CPUs, wireless memory, wireless disk, wireless LCD, wireless graphic card […]
[…] a future OS will have to be able to deal with networked CPUs, networked memory, networked storage, etc. […]

A primeira ideia é muito interessante e avançada mas já há algum tempo que se fala da mesma (lá se vai o original). Aliás no meu post sobre SOs falo precisamente em dois conceitos, que vão permitir que isso possa a acontecer (ubiquidade e interoperabilidade). Embora eu ache que num horizonte temporal “seguro” (cerca de 5 anos em TI) seja muito difícil prever que isso possa vir a ocorrer, até porque isso vai obrigar a paradigmas computacionais radicalmente diferentes dos que temos actualmente e vai igualmente obrigar a que os diversos fabricantes possam ter acesso a standards abertos que permitam que todos estes componentes wireless possam comunicar e trocar informação entre si. Se cada um deles seguir aproximações verticais para o problema está condenado (em minha opinião) ao insucesso. A Internet é o exemplo mais claro de como esta aproximação poderia ser bem sucedida.

Verdadeiramente interessante, e isso está ao alcance é a verdadeira integração inteligente e transparente entre dispositivos (e não tanto componentes como o MV escreve). Esta integração inteligente, passaria por termos paradigmas em que poderíamos facilmente e sem qualquer esforço por parte do utilizador, ter detecção automática entre dispositivos e comunicação entre os mesmos. Esqueçam a instalação de drivers, esqueçam qualquer configuração adicional – estou a falar de plug-and-play levado ao extremo. Estes SO poderiam oferecer capacidades de detecção automática destes dispositivos permitindo que os mesmos pudessem comunicar entre si, e que as próprias aplicações dos mesmos, se pudessem moldar às suas necessidades. Imaginem, no ambiente doméstico, terem dispositivos que permitissem sem qualquer esforço por parte do utilizador, e de forma transparente, a partilha de informação entre computador, TV, telefone, “personal media devices”, entre outros.

A segunda ideia apresentada, é uma ideia que já está a ser explorada. Estamos a falar de computação distribuída, em que uma das instanciações da mesma é o GRID computing. Uma GRID pode ser usada (e está a ser usada) actualmente para processamento e/ou para armazenamento. Sistemas operativos como o Linux, e ambientes de middleware como o Globus podem ser hoje usados para oferecer esse tipo de serviços.

[…] a future OS will have to leave the desktop/folder/file metaphor, because it just doesnt scale beyond the desktop scale[…]

Perfeitamente de acordo. Não é à toa que escrevi no meu post que os SO deveriam ultrapassar o desktop, e que o SO iria ser a própria rede. Ou seja, estamos a falar de um SO que consegue oferecer ao utilizador acesso a informação a uma escala global, independentemente da sua localização ou do formato em que a mesma se encontra (mais uma vez ubiquidade e interoperabilidade). Para isto muito estão a contribuir todas as tecnologias e standards que estão a aparecer em redor do conceito de SoA (Service-oriented Architectures).

[…] a future OS will have to do away with the WIMP model (for all you youngsters out there it means Windows/Icon/Menu/Pointer) […] a future OS will have to interact with the user in a less intrusive way than the current window/menu/popup scheme […]

Uma vez mais não poderia estar mais de acordo, e refiro-me igualmente a isso no meu post. Não poderia deixar de o fazer, estando a Adetti, fortemente apostada no desenvolvimento de novos paradigmas de interacção homem-máquina, o que permite uma comunicação mais fácil, rápida e produtiva na utilização de ambientes computacionais.

Penso que este foi um tema bastante interessante e que dá “pano para mangas”. É difícil acertar com previsões neste tipo de coisas, mas decerto algumas das ideias expressas, quer pelos posts no PG, quer pelo MV, irão estar presentes nos SO do futuro – resta saber quão perto esse futuro estará.

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  • carlos

    Essa parece ser de luva branca. Por vezes não se lê tudo o que foi escrito e dão-se uns bitaites (não é piada a ninguém lembrem-se que considero o marco um amigo) porque o nosso ego é muito grande (refiro-me ao MV, que conheci no século passado).

  • Carlos Serrao

    Bem…… a minha intenção não foi essa.Vi o MV apenas uma vez, e não posso fazer qq juízo de valor, mas parece-me uma pessoa muito bem equilibrada.Acho que o tema deste mês que passou foi bom, e provavelmente nem eu nem ninguém lhe dedicou tempo suficiente.Cps,

  • LovaNamapagmeftfes

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