Carlos Serrão

as minhas notas e página pessoal…

As praxes, mais uma vez…

| 25 Comments

Dura Praxis Sed Praxis
Este é um ritual que se repete anualmente na maior parte das instituições de ensino em Portugal (sim, porque hoje já existem praxes em escolas secundárias, e talvez até mesmo noutro tipo de escolas), e sobre o qual tenho sérias restrições.
E nem me refiro à dureza das praxes que são ou não aplicadas aos caloiros, mas principalmente sobre a utilidade das mesmas, enquanto forma de aproximar os alunos caloiros, da dita vida académica.

Em primeiro lugar, a praxe académica é aplicada aos caloiros e justificada como fazendo parte da chamada tradição académica. Concordo com a preservação e manutenção desta tradição, mas onde a mesma se justifique. No meu entender, a praxe só faz sentido em Coimbra pois foi lá que a mesma nasceu.

Depois, o objectivo da praxe é só um… a humilhação pública dos caloiros, por um conjunto de outros “miúdos” vestidos de negro. Não vejo em que é que isto possa ajudar na criação de um verdadeiro espírito académico, e de proximidade dos novos alunos com a escola. Esta é uma relação que se vai (ou deve) ir construindo ao longo dos tempos.

Por mim, faria muito mais sentido, que os alunos mais velhos acolhessem os recém alunos, e que os ajudassem com os seus conselhos, e ajudando-os a perceber como a escola funciona, e a geografia da mesma. Ou seja, uma praxe útil.

Outros dos problemas da praxe académica reside no facto de quem aplica a praxe. Os “veteranos” não são mais do que alunos do 2º ano de universidade, ou seja as vítimas do ano anterior, que procuram uma vingança fácil no ano a seguir. Salvo erro, em Coimbra, isto não é permitido (mas posso estar enganado). Existe outra classe de “veteranos”, que são aqueles que são conhecidos por terem um tão grande “espírito académico” que já há muito que deveriam ter terminado os respectivos cursos, mas que teimam em não o fazer.

Por último, a quebra da normalidade das aulas. Nesta primeira semana de aulas, são raras as aulas que conseguem ter alunos para poderem funcionar. Sugestão: que tal criar um momento de avaliação obrigatório, nesta primeira semana, por forma a que os ditos “veteranos” não se possam dar ao luxo de faltar?

Todos nós fomos praxados (eu pelo menos fui), mas na verdade, qual a utilidade da mesma? Em que é que a mesma contribuiu para um maior envolvimento da nossa parte com a universidade? Ainda por cima, quando estamos a falar de universidades com muito pouca tradição (faço aqui uma excepção para Universidade de Coimbra, claro)?
Enfim… espero que esta semana passe rápido, a ver se estes tipos se calam…

  • Pedro

    LOLSó me apetece dizer isto depois de ler o teu post. Com todo o respeito, o que acabaste de dizer sé 90% falso, e é este tipo de conteúdo que dá má impressão das praxes às pessoas.Primeiro, dizes que praxe é humilhação pública, alguns frustrados também pensam isso, eu também pensava isso até ser praxado. E digo-te já que tive praxes todo o ano! Com a praxe perdi muita vergonha que tinha, aquilo que vós chamais humilhações eu levei aquilo como lição de vida. Na praxe não há filhos de pápás!!Fiquei a saber que os veteranos andam no 2o ano… :X :X É verdade que muita gente anda-se a marimbar para os estudos mas que vai sempre praxar mas também te digo que há veteranos porque por exemplo mudaram de faculdade e já no fim do curso podem ser veteranos. E digo-te já que alguns tiram boas notas como qualquer um. Vou-te dar um exemplo, o melhor aluno de sempre da minha escola, no último ano tinha 15 matrículas, mas já tinha uma licenciatura! Mas OK, percebo o que quises-te diz mas não explicas-te bem. Eu próprio condeno esses gajos, mas não generalizo!Por último, nunca ninguém na praxe me impediu de ir às aulas, bastava dizer que ía ter aulas que os “praxantes” deixavam-me ir.Atenção a este tipo de posts mais uma vez, tu podes dar a tua opinião que ninguém te proibe mas quando se escreve coisas que não correspondem à realidade… :/Cumpts.

  • Lino Silva

    Pra falares assim não acredito que tenhas sido alguma vez praxado.Já praxei e fui praxado, e não há nada mais forte que os laços de amizade que tenho com o pessoal que entrou comigo na universidade.. Fui praxado durante todo um ano, nunca fui impedido de ir às aulas para ficar na praxe.Se não viste utilidade nenhuma na praxe tenho muita pena, porque é uma experiência única na vida de qualquer pessoa.

  • Carlos Serrao

    @PedroPedro, respeito a tua opinião. Mas não podes questionar que as aulas perturbam a normalidade das aulas, porque isso acontece.Eu sou professor, fui praxado, e sei o que representa a semana de praxes, e a forma como afecta as mesmas.Podes dizer o que quiseres, argumentar o que quiseres, mas no contexto em que escrevo, sei o que digo, e não vejo qualquer falsidade no que escrevo.Nota final… filhos dos papás, somos todos, e tu tb. 😉

  • Carlos Serrao

    @PedroMais uma coisa, vou transcrever, aqui o que a Wikipedia diz sobre as praxes (o que quer isso valha, claro).”The “tradition” of praxe has been criticized for sadistic practices occurred in some higher education institutions, in most cases it happened inside smaller regional institutions. In this context, some older students were accused of going out of their way specifically to heavily humiliate younger students. Practices included simulated sexual activities between the younger students, forced pushups, using animal turd to “mark” students who don’t obey or just at random, and there are disputes over the number of violent cases related to the tradition. The Ministry of Education was called by students who wished to see justice applied against abusers, as the institutions themself ignored their complaints. In some regional, or less traditional Portuguese institutions where Praxe Académica (among many other questionable things) is seen as a kind of informal certificate to promote the school to the good school status, instead of the effective quality of its curricular courses, teaching and pedagogic standards, genuine Praxe Académica is often corrupted, misused, and abused by some groups of students.”

  • Carlos Serrao

    @LinoSim, fui praxado… mas não, nunca praxei.E tb nunca precisei da praxe para fazer amigos, quer na Universidade, com os meus colegas, quer com outros elementos da Universidade. Aliás gosto tanto da Universidade, que continuo por lá.Mas como tudo na vida, respeito a opinião de quem acha que as praxes são úteis.

  • Spyro

    Como membro de um curso de Coimbra que respeita o que de facto é a praxe (isto não é assim em todo o lado mesmo cá em Coimbra, como acredito que haja sitios noutros lados que respeitam a praxe como deve ser), posso dizer que, se a praxe for bem efectuada integra bem os alunos.A praxe deve ser essencialmente colectiva em que os caloiros devem cooperar uns com os outros (praxes em que eles têm que estar sincronizados são boas), os “doutores” devem se rir com os caloiros e não dos caloiros. Os caloiros não podem ser obrigados a fazer nada que não queiram. É essencial que os “doutores” mostrem-se disponiveis para ajudar os caloiros nos primeiros tempos dentro da universidade e se possivel indicar espaços de lazer, onde podem praticar desporto, etc. Mas o mais essencial na praxe é que caloiros e “doutores” se sintam à vontade uns com os outros e fiquem amigos. Quando assim é (e no meu departamento existe um certo esforço para isso acontecer), é perfeito. Quando alguns mais velhos tentam apenas mostrar que mandam, para mim não é praxe…

  • Carlos Serrao

    @SpyroConcordo em pleno contigo… e lamento que esse não seja o código de praxe a seguir em todo o lado.

  • balsagoth

    Não sei para quê tanta discussão! Só lá vai quem quer!!! Em todo o lado. Quem não quer ir que não venha depois dizer mal, porque quem vai não anda a escrever a dizer mal de quem é anti-praxe.Agora a minha opinião e visão sobre o assunto: 90% dos anti-praxe que conheço são uns tristes sem vida social e amigos! E sim na praxe muitos filhinhos de papa (aka gajos com a mania) aprendem que são pessoas como os outros e que se devem ajudar uns aos outros! Mas basta olhar um pouco para as nossas Universidades e ver onde a praxe é uma fantochada , ou seja nos cursos de gajas (em geral) anos mais tarde andam a estalada por causa da inveja das notas e de se negarem a ajudar mutuamente.Mas como disse só lá está quem quer, quem não quer e por mim falo, perde algo unico na vida académica! Eu hoje olho para atras e como já passaram uns anos e não era capaz de enveredar por nenhum dos papeis porque cresci, mas a praxe fez parte desse crescimento e fez tambem parte dos melhores anos de faculdade.

  • Carlos Serrao

    @balsagothEu não sou anti-praxe… sou a favor da praxe no sítio onde a mesma se justifica, e onde existe verdadeira tradição – Coimbra é um desses sítios.Btw, eu conheço muitos tipos “com a mania” e que foram igualmente praxados nas respectivas universidades, portanto não vale a pena ir por aí…

  • balsagoth

    Eu estudo em braga, porquê proibir os caloiros que lá entram de ter praxe? Só tem quem quer, mas quem quer tem. É uma questão simples. Não discuto abusos da praxe, porque sei que os há infelizmente em todo o lado. Mas é como tudo na vida…

  • Carlos Serrao

    @balsagothViva…Isto é um pouco uma não-questão, mas que eu saiba, e pelo que me lembro do que me aconteceu a mim, há mais de 10 anos atrás, ninguém me pediu permissão se me poderia praxar ou não… fui praxado, e mais nada.Não sei se o panorama mudou, mas por aqui não vejo ninguém com uma abordagem tipo: “olha desculpa lá, sou um veterano, posso te praxar?”, “Não…”, “Pronto, então desculpa lá, e fica por aí em paz, que nem eu nem mais ninguém te chateia…”;-)

  • balsagoth

    Isso tem uma explicação mais do que óbvia. O curso natural das coisas é seres praxado, então quando te abordam basta referires que não queres ser praxado ou que és anti-praxe. Tive alguns casos conhecidos em que as pessoas não queriam ser praxadas. Simplesmente não podes privar quem quer de o ter, que diga-se é a maioria, como se pode constatar pelos comments ao teu post.

  • Carlos Serrao

    @balsagothViva, mas onde é que leste que eu quero privar alguém do que quer que seja. Eu quero lá saber se as pessoas querem ser praxadas ou não.O que eu questiono é a “utilidade” da praxe… e o incómodo que causa ao natural decurso das aulas (e esse é o caso na minha Universidade).Tudo o resto, por mim está bem…Não sou anti-praxe…Não quero privar ninguém de aplicar uma “praxadela”…Não quero privar ninguém de ser praxado…Mas acho que aplicação da praxe, na justificação da tradição académica, em alguns casos, não faz qualquer sentido.

  • miguel

    bem estive a ler a vossa conversa, que achei intressante pois sou caloiro no iscte e no seguimento desta passagem “olha desculpa lá, sou uma veterana, posso te praxar?”, “Não…”, “Pronto, então desculpa lá, e fica por aí em paz, que nem eu nem mais ninguém te chateia…” posso-vos garantir que foi precisamente o que me aconteceu esta semana, e que não voltei a ser chateado. :)

  • Carlos Serrao

    Boa,escapaste então à “luta” de hoje da parte da tarde, em que se gritavam slogans, que a meu ver só denigrem a boa imagem da instituição ISCTE.

  • Raffa

    Eu não concordo com o 90% falso, acho até o contrário.Agora até já nas Escolas Secundárias e de 2º/3º Ciclos praxam os miúdos/jovens. Eu acho uma estupidez, o pior de tudo isso é que até chegam a praxar pessoas que já andavam na escola no ano anterior (e eu que o diga que era para ser vítima do 2º ano, na minha Secundária).Quando às aulas, pelo menos nas Secundárias/2º/3º Ciclos anda tudo normal. As praxes são só realizadas nos intervalos, durante 1 ou 2 dias.

  • neXie

    @Carlos SerrãoOla! Eu concordo ctg Carlos! Não vejo utilidade nenhuma na praxe. Eu ando no ISCAP, neste momento tou a ser praxada pk uma grand amiga minha kiz ser minha madrinha e tb pk de inicio n tive grande escolha uma vez k foi no dia de apresentação q nos levaram para uma sala e nos fecharam la dentro sem janelas abertas (e mais de 400 pessoas la dentro)durante mtas horas ate as paredes escorriam de humidade e o chão estivesse coberto de agua…Dpois deste 1º dia pouco agradavel vim pk keria fazer amigas, mas foi a mesma coisa de manha e so ha tard foi um almoço numa churrasqueira em k os caloiros se sentavam entre os doutores. Nenhum deles falou cmg, n conhecia nguem nesse grupo e dpois mandaram-nos tar de joelhos e a mi mandaram dar um estalo a um colega meu, n o dei, mas instiram k desse um cachaço e eu la dei uma pankadinha suave nele para depois dizerem-m k n s bate nos colegas e mandaram.m bater em mim msma…ora eu quase k xurei. N m podia sentir mais humilhada e pekena ao pe deles…Faltei nos dois dias a seguir pk tinha ficado doent. MAs voltei qdo foi o leilao para ficar no grupo da minha amiga…mas msm axi, n m senti bem no almoço desse dia. Os doutores foram mais simpaticos mas n deixei d m sentir uma verdadeira ‘besta’. Sentia-me pco a vontad, tensa e keria mais vomitar k komer. No fim acabei por desabafar c um doutor k m deixava olhar pa ele e ele disse ao outros o k s passava. Fikei sozinha c os doutores todos e n tive papas na lingua. Olhei para cada um deles e confrontei-os c o k axava. Pediram-me k viesse na 2a semana pk a 1a tinha sido propositadament ma…e prometeram.m k iria ser mais divertida…Bem inda n sinto vontad nenhuma de ir mas vou a 2a semana para dar o beneficio da duvida…Ainda axo a praxe desprovida de ajuda na integração…

  • José Crrancudo

    É um costume bárbaro no mínimo, embora muito bem reflecte o nível de desenvolvimento dos alunos universitários, os quais na sua grande maioria têm, por razões várias, um nível de desenvolvimento social e intelectual inferior ao um miúdo de 10 anos.

  • Spyro

    @neXie – isso não é praxe é aproveitamento de vocês, eu não sei que código da praxe vocês seguem nessa instituição mas deves ler para saberes o que te podem fazer ou não fazer (porque pelo menos aqui na UC há uma série de coisas que são proibidas de ser feitas). Saber o código muitas vezes é importante, sempre que te sentires humilhada podes e deves recusar uma praxe.

  • boliviana

    os anti-praxe não são uns frustados,nem uns anti-sociais, são pessoas que pensam livremnte e tem o DIREITO de ser ANTI-PRAXE, mais nada, e são não querem aceitar problema vosso, EU SOU E SEMPRE SEREI ANTI-PRAXE, porque vejo isso como uma forma de exercer pressão sobre os outros de uma forma medieval, isto ja não devia de existir no nosso pais e em pleno sec XXI, é uma ameaça á integridade fisica e psiquica das pessoas, e sim as pessoas anti-praxe são alvo de discriminaçao não só não nos querem emprestar os apontamentos (caso que se passou comigo), como pretendem que sejamos alvo de uma censura, caso que para mim é me indeferente, pois não ligo a isso, tenho muito orgulho de ser ANTI-PRAXE, porque foi isso que decidi muito antes de enveredar no ensino superior e sempre disse aos meus familiares de que me revoltaria se me tentasem fazer alguma coisa, por isso tenho muito orgulho da minha atitude, tomei a minha decisão e não houve nada que me levasse a mudar de opinião

  • Igor Santos

    Sou estudante de Electrónica e Telecomunicações em Aveiro, e acho que é impossível discordar mais da dessa ideia de que a praxe so serve para humilhar os alunos.Em primeiro lugar, porque, em Aveiro, ao contrário do que acontece em Coimbra, apenas os alunos de 3.ª matrícula podem praxar (exceptuando, desde que o bolonha entrou em vigor, os cursos de 3 anos, em que 5 alunos de segunda matricula podem praxar 1 só caloiro e apenas sob vigilância de um membro da Comissão de Faina (comissão de praxe do curso)) o que deixa de lado qualquer sentimento vingativo, que possa existir em que qualquer outro local, isto, se existir.Além disso, digo ainda que se não fosse a praxe eu não conheceria a cidade de Aveiro, pois a primeira praxe do curso é um peddy-papper pela cidade, o que leva os caloiros a familiarizarem-se com a cidade, com os colegas, e com os vetereanos que os praxam em cada posto.E também digo, e acho que deve haver muitos estudantes por todos o país a dizerem o mesmo, que os meus melhores amigos, dentro do meu curso, são aqueles colegas com quem estive mais próximo nas praxes.Digo ainda que as praxes ocorrem exclusivamente após o horário de aulas, não sendo os alunos “levados” a faltarem às aulas para irem para as praxes.Por fim, acho que ser anti-praxe é uma opção de cada um (embora não haja em Aveiro qualquer manifestação ou acto contra os alunos que tomam essa decisão), e que quem se decide por isso ou é uma pessoa extremante insegura quanto a relacionamentos com outros, ou levou uma “lavagem cerebral” que o convenceu que as praxes são a prior coisa do mundo.

  • Catarina Alves

    Eu sou caloira de Geografia e Planeamento na Universidade do minho. Tenho o maior orgulho em dizer isto… O curso é recente mas tem crescido muito no que à noçao de praxe diz respeito. la somos verdadeiramente integrados, crescemos muito e percebemos que somos um grupo e temos que reagir como tal. Amo a praxe e tudo o que a mesma envolve. Ah, os nossos doutores sao alunos do 3º ano e nao do 2º como se diz!!! Na UM a praxe vale a pena, a melhor academia do país.tenho pena q esta gente tenha esta ideia preconcebida e completamente descabida da praxe. Nao faz qq sentido!!!

  • desconhecida

    na praxe so esta quem quer!sou aluna do iscap ha 3 anos e sou praxista.. se praxo é pk tbm fui praxada e querem saber?? nao me arrependo nada!!eu sei que se não fizesse parte da praxe n conheceria um terço das pessoas que conheço.. cada um é como é e ha pessoas timidas que com a praxe aprendem a desinibir-se..concordo qd dizem q ha praxes humilhantes, mas isso depende da casa e da maneira como a mesma respeita a tradição.no iscap aprendemos a respeitar, a dar uso à palavra solidariedade e fazemos amigos para uma vida inteira.cada um tem direito à sua opiniao, mas por favor, nao venham para aqui generalizar. cada um é como é, cada casa é como é, e so temos de ver isso e respeitar.volto a dizer, so está na praxe quem quer!!!P.S- vão ver a hierarquia da praxe. vão ver quais as caracteristicas necessárias para ser um “veterano”.

  • FIF’s@

    Sim, é verdade que só la vai quem quer, mas há praxe e praxe.Por exemplo , eu andei num faculdade onde a praxe era bem feita . havia uma comiçao de praxe que se esforçava durante um ano inteiro para que os caloiros tivessem o mlhor ano das suas vidas academicas. Eram duros por vezes, mas nao havia “badalhoquices” (nem verbais – andar ai a fazer figuras tristes e a insultarem se uns aos outros – nem a dita “praxe porca” da sujar os caloros todos c COMIDA e essas cenas). Lá há respeito plos superiores , mas porque tambem ha respeito c os caloiros . Ha uniao ! Uma faculdade que se une e grita por ela e nao mal das outras.. Pronto .. Mas apesar de tudo nao tava a gostar do curso. logo mudei para outra faculdade onde fiqei burra da mina vida! Tipo “badalhoquices” e “praxe porca” eram o pao nosso de cada dia, ou seja, mm que qizesse continuar na praxe aquilo é uma pouca vergonha mesmo ..

  • BIO

    Carlos…Em todas as organizações há bons e maus elementos, e a Praxe Académica não é excepção. Existem praxistas muito bons, que compreendem e aplicam os conceitos de escola de vida e meio de integração, e outros (em mto menor número) que a utilizam para proveito próprio e satisfazer necessidades que não conseguem satisfazer nouto sitio qualquer – mas a esses não podes chamar praxistas. Esses sao a excepção, não façam deles a regra…A Praxe surgiu em Coimbra, sim…mas só porque porque lá foi iniciada não quer dizer que apenas lá deva ficar. Se se reconhece a utilidadede a uma organização (neste caso dentro de uma Universidade), então a lógica diz que a tentemos alargar a outras organizações semelhante (Universidades, Politécticos, etc.), para que também nestas possam ser úteis.Fui praxado, e houve momentos que gostei e outros que nem tanto, mas os bons em muito que ultrapassam os menos bons. Tudo depende do espirito que cada caloiro carrega consigo enquanto é praxado…pois a praxe é a mesma para todos.Mas reconhecendo os bons principios da Praxe (supracitados), decidi continuar na Praxe, desta vez como Praxista e ajudar a proporcionar aos novos caloiros momentos tão bons como os melhores que eu tive e tentar zelar para que alguns momentos menos bons que tive não se repitam…Cumprimentos

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