Carlos Serrão

as minhas notas e página pessoal…

Niguém se entende…

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Divirto-me imenso com tudo o que se escreve e o que se diz sobre o novo “futuro” aeroporto de Lisboa. Quase todos os dias podemos ler na comunicação social opiniões muito distintas sobre este assunto.

Primeiro, o Governo, não tinha a mínima dúvida de que a localização seria na Ota. E tinha resmas de estudos que provavam que o actual aeroporto de Lisboa estaria a atingir o seu ponto de ruptura, e que a localização ideal para este novo aeroporto seria na Ota.

Mais tarde, pressionado da diversas formas, o Governo admite recuar nesta questão, e repensar a localização do novo aeroporto, e inclusive a manutenção do actual aeroporto da Portela. Nomes como Alcochete, Rio Frio, Montijo e até Sintra são lançados como alternativas para a Ota. E a variação do modelo actual de ter um único novo aeroporto, para passar a continuar a ter a Portela, em conjunto com um novo aeroporto mais pequeno.

Até o administrador da TAP, veio defender a necessidade de um novo aeroporto em Lisboa.

Agora foi a vez do ex-Presidente da Portugália vir manifestar-se sobre o assunto. E com uma série de declarações bombásticas sobre este assunto. Nomeadamente, vem por em causa a principal justificação do Governo para a construção de um novo aeroporto, ou seja, a de que a Portela estaria esgotada. Diz que não contesta a construção de um novo aeroporto, mas de que deveriam ser consideradas alternativas mais económicas para o Governo e igualmente para as companhias aéreas. Sugere o modelo de manutenção da Portela, com o Montijo a servir de apoio para “voos charter”, “low-cost”, correios aéreos e carga.

Pois sobre tudo isto sou levado a concluir, que não há qualquer consenso nesta matéria. E que nem os principais “clientes” do aeroporto conseguem ter a mesma opinião. Logo, a questão não foi aprofundada o suficiente.

Partilho igualmente da opinião de que o aeroporto da Portela estará longe de estar esgotado. Basta ver o volume de tráfego diário, quando comparado com outros aeroportos europeus. Admito que possa ter situações de pico de movimento, mas convém saber se os mesmos justificam a construção de um novo aeroporto. Até mesmo durante o Euro 2004, foi possível arranjar uma solução alternativa, e criar um terminal temporário no aeroporto – e que tal tornar esse terminal definitivo?

Está em causa um investimento bastante avultado. É preciso decidir com toda a segurança, e não cometer loucuras.

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