Carlos Serrão

as minhas notas e página pessoal…

Ideias (muito) soltas sobre o Google, o Youtube e Btuga

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Este é um daqueles posts que mistura tudo, e no final deve ser uma grande “salganhada”. Vamos lá a ver como é que isto sai.

Em primeiro lugar, o destaque vai para o maior e mais visitado site para partilha de vídeos através da Internet, o Youtube. O Youtube, capturou quase de imediato a atenção de milhões de utilizadores, e a cobiça de muitas empresas, nomeadamente do Google, que acabou por comprá-lo por uma quantia absolutamente multi-milionária (1,65 mil milhões de dólares).

Os utilizadores fazem upload de vídeos, que vão desde vídeos feitos num telemóvel, vídeos amadores feitos com web-cams ou handy-cams, até outro tipo de vídeos que são gravados a partir da TV, e que incluem notícias, trechos de programas, entre outros.

Como não poderia deixar de ser, algum material que circula no Youtube, foi carregado para o site sem a menor preocupação sobre os direitos de autoria dos mesmos. Isto tem levado, a que o Youtube (e agora a Google) tenham entre mãos diversos processos judiciais por violação de direitos de autor. Um desse processos é por exemplo o que foi movido pela Viacom, em cerca de mil milhões de dólares.

Para evitar problemas como estes, a Google está actualmente a trabalhar numa tecnologia anti-pirataria, que irá permitir a identificação automática dos vídeos que estão a ser carregados para o Youtube, e com base nessa mesma identificação irá permitir o upload ou não do mesmo. Para além disso, a Google espera usar esta tecnologia para “varrer” da sua base de dados de vídeos Youtube, todo o material que esteja em violação do direito autoral. Esta tecnologia, é muito semelhante (em conceito) à que já é usada para a identificação de música (audio-fingerprinting), e que permite a identificação de uma faixa de áudio através de poucos segundos da sua audição.

E onde é que o Btuga entra nisto tudo? Não entra…

É que o Btuga, recentemente fechado, e todos os trackers de torrents existentes na Internet, efectivamente não armazenam qualquer material que viole os direitos de autor. Mas, o resultado final da sua utilização é uma violação dos ditos.

O que já foi solicitado por diversas vezes a estes sites de divulgação e pesquisa de torrents, é a inclusão de filtros que impedissem que fossem divulgados e descarregados torrents que incitassem à partilha de material com copyright. A pura existência desses mesmos filtros, embora pudessem ser contornados mais ou menos facilmente, ajudaria a clarificar as intenções do tracker, podendo este afirmar com clareza, que tomou todas as medidas possíveis (inclusive tecnológicas) para que o seu site não proporcionasse a violação futura de copyright – mesmo que isso depois viesse efectivamente a ocorrer.

Esta é uma questão muito sensível que a Justiça tem entre mãos… vamos aguardar os desenvolvimentos futuros.

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